Todos nós atravessamos aquela fase gloriosa da rebeldia — normalmente na adolescência, quando decidimos que nosso grande ato de independência será justamente desafiar quem mais se preocupa conosco e nos impõe limites: os pais, claro. A velha história.
No livro A Menina que Odiava Livros, a protagonista resolve afrontar não apenas pai e mãe, mas o altar particular deles: a montanha de livros que ocupava a casa inteira. Para ser do contra, jurava que odiava ler, que livro nenhum tinha graça, que aquilo tudo era uma perda de tempo. Aquelas certezas típicas de quem ainda não entendeu que a vida não tem o tamanho do nosso quarto.
E, como era de se esperar, algo completamente fora da rotina acontece. Algo que amplia seu imaginário e a leva a viver situações que acabam transformando sua visão do mundo.
Quando tudo desaba ao seu redor, a rebeldia dá lugar a uma nova compreensão do que vale a pena, e ela passa a enxergar valor exatamente no universo que rejeitava. Aprende que os livros podem ser interessantes, aventureiros e estranhos portais, não necessariamente castigos.
É fácil se identificar com essa virada. Quem já foi adolescente pré-celular sabe bem como é tropeçar em descobertas que desmontam nossas certezas mais teimosas, sem precisar estar conectado em um ambiente digital.
As ilustrações leves e acolhedoras, complementam a narrativa e ajudam a criar uma atmosfera envolvente, perfeita para acompanhar a história.
A Menina que Odiava Livros – Manjusha Pawagi
https://www.amazon.com.br/Menina-Que-Odiava-Livros/dp/8506056055
Editora Melhoramentos
Muito legal e interessante a reflexão. Todos deveriam ler mais!
Interresante, me identifiquei!!